segunda-feira, 5 de julho de 2010

TEMPESTADE EM UM MAR DE AMOR

A tempestade te tirou de mim,
os ventos eram fortes e constantes,
A maré se tornou incontrolável.
Balançou bastante nosso barquinho,
íamos de um lado a outro sem controle,
quantas vezes jogamos água fora pra não naufragar?
quantas vezes nadamos dentro do próprio barco?
Em meio a tanta luta, houve tanto choro,
essas lágrimas se misturaram ao mar,
dentro do barco ajudaram a nos afundar.
E nosso barquinho não suportou, ali naufragou.

Antes poderíamos ter buscado terra firme,
mas nunca nos esforçamos pra isso.
Não tínhamos mapa, não tínhamos bússola!
Nos acomodamos, e as ondas se tornaram rotina.
Tentei guiar o timão sozinho, mas precisava de você, da sua força.
Mesmo assim tentei estabilizar no mar, mas o oceano foi mais forte.
Não deu pra evitar, o barquinho estava muito ferido,
já não suportava mais velejar, já não conseguia mais flutuar.
afundou no mar, ficamos a deriva. Já não tínhamos mais o barquinho.
O vento me levou pro sul, mas te levou pro norte. Acabou.

Depois de tanto tempo viajando juntos pela vida,
Não me vi sem você, não tinha outro horizonte.
Mas ali você morreu pra mim e eu pra você.
O amor estava de luto, e assim permanecerá.
No inicio foi um luto amargo, difícil e sofrido.
Tinha medo de me molhar de novo, medo de água.
Meu maior pesadelo eram as ondas do mar.
Mas um dia resolvi arriscar, comprei outro barquinho,
decidi outra vez navegar. Explorar novos mares.
Conhecer novas terras, invadir outras ilhas.

Meu horizonte a partir dali se abriu,
Minha tristeza foi em direção contrária, de mim partiu.
Conseqüência de no meu luto, ter buscado mapas,
Encontrado bússolas, aprendido com capitães.
Avistei que em sua ilha, você estava bem, e eu também.
Então pra que tentar de novo? Acabei de comprar outro barquinho novo.
Eu não gostaria de arranhá-lo no seu.
Se já provamos que não sabemos pilotar juntos,
É mais sábio procurarmos quem nos complete.
Piloto e copiloto compatíveis. Que queiram guiar ao mesmo norte.
Aquela minha dependência sua partiu, aprendi a navegar sozinho.
Sem destino fui fazendo meu caminho.
Logo avistei algumas ilhas, umas para explorar,
outras para desejar, algumas pra vivenciar.
Então vou sem pressa, não quero mais afundar!
Quero mais é velejar, sem ter pressa pra chegar!
E quando encontrar terra firme, ali vou parar e ancorar.
Parar meu barquinho e enterrar meu tesouro.
Trancar todos os meus sonhos,
fechar todos os meu desejos.
Entregarei a chave a dona da ilha.
e assim será pra sempre,
enquanto houver vento, enquanto houver mar, haverá Amor!

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