Tôim ôim ôim era uma cara simples, não ligava pra luxúria nem pra vaidade. Era um cara batalhador, lutava pelo que acreditava. Buscava seus sonhos, era honesto acima de tudo.
Tôim ôim ôim era mais feio que bonito. Mas ele sabia bem que seu maior defeito era seu nome.
Certa vez Tôim ôim ôim foi prestar vestibular para o curso de Serviço Social, antes de começar a prova, os fiscais de prova começaram a fazer uma chamada, pra ver se todos os candidatos estavam presentes. Tôim ôim ôim já ficou preocupado, imaginava a reação das pessoas quando ouvissem seu nome. Como a lista era por ordem alfabética, seu nome ficava no final da lista. Tôim ôim ôim ja estava suando quando a lista estava na letra L. Ele era traumatizado pelas chamadas de seus tempos de escola. Por diversas vezes pensou até em suicidar-se por ser motivo de chacota entre seus colegas. Carregava consigo uma espécie de trauma por seu nome. Com tudo isso, Tôim ôim ôim decididamente pensou:
-Quando chegar meu nome, não vou responder! Não vou passar essa vergonha de novo!
Mas ele sabia que seria desclassificado se se fizesse isso, pois seria como se ele não estivesse presente. Mas na verdade pra ele, valia mais a pena não passar "vergonha" do que passar nessa prova. Então estava decidido, não ia responder a chamada. Quando as pessoas brincavam com seu nome, Tôim ôim ôim ficava profundamente machucado, magoado e com uma profunda sensação de desprezo.
Quando a lista chegou no S, a fiscal chamou Seferidina Sucrina Polaseal. As pessoas não se seguraram e caíram na gargalhada. Tôim ôim ôim por sua vez ficou compadecido quando viu a menina triste no seu cantinho. Logo em seguida chamaram seu nome:
-Tôim ôim ôim Batido da Silva!?
Todos que estavam na sala gargalharam de novo até ficarem sem fôlego. Até os fiscais de prova estava rindo.
Ele, sem pensar duas vezes, levantou e disse:
-Sim! Presente! Não se preocupe Seferidina, o que há de diferente em nós não é somente nosso nome. Mas também nosso coração. Não ligo pro que pensam de mim, você também não deve se preocupar com isso. Também já me importei bastante, mas agora vejo que não tem importância se as pessoas me julgam pelo nome que tenho, me prezo em ter caráter, amadureci, não me importa o que vocês pensam do nosso nome, nós dois fomos os únicos nessa sala a não zombar de alguém hoje. Vocês já mancharam seus corações nesse dia, e pelo que vejo, seus corações andam bastante sujos, atrapalhando e entristecendo a vida de muitas pessoas.
Houve um silêncio profundo na sala enquanto Tôim ôim ôim se sentava. Suas palavras foram um verdadeiro sermão pra aquelas pessoas.
Seferidina vendo tudo isso ficou encantada, foi paixão a primeira vista. Parecia uma cena de filme, seus olhos paralizaram e na cabeça dela tocava uma trilha sonora romântica. Lá estava ela, olhando para Tôim ôim ôim como se fosse um conto romântico.
Depois que tudo passou, fizeram a prova e na saída Seferedina procurou Tôim ôim ôim, conversaram bastante. Criaram uma amizade linda, e depois de algum tempo começaram a namorar. Seferidina era uma morena linda, pra Tôim ôim ôim era como se tivesse ganho na loteria.
Ali naquele dia de prova, Tôim ôim ôim provou seu caráter. Poderia ter ficado queto no seu lugar, mas resolveu dividir a "vergonha" com Seferedina.
Foi plantado no coração de Seferedina uma semente de Amor. Que com o passar dos dias pela amizade, floresceu e cresceu. Se tornou um Amor de ferro, que nem pessoas nem circunstâncias poderiam destruir.
Prova de que o Amor não nasce em aparências ou em vaidades. O verdadeiro Amor nasce nas atitudes, vive na sinceridade e nunca morre. Não importava se Tôim ôim ôim não era tão bonito, o mais importante foi que seu caráter e sua humildade conquistaram Seferedina.
A palavra Amor só tem quatro letras, mas quando essas quatro letras são escritas com a tinta da sinceridade, se tornam bem maiores que qualquer dicionário.
Viva o Amor que não vive somente de Aparências! Viva o Amor de Tôim Ôim Ôim!
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